GRA…QUÊ?

A Fundação de Serralves gaba-se de apresentar “a primeira instalação artística a utilizar a tecnologia de realidade aumentada em Portugal“, em parceria com a SIM – Movimento pela Criatividade em Portugal by Samsung. Chama-se “Walls to the People” e tem como base as paredes da Casa de Serralves. “É composta por inscrições e graffiti que normalmente podemos encontrar nas paredes do espaço público“, explica Serralves.
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Mas Serralves explica mal. Serralves não sabe, contrariamente à grande maioria dos Museus internacionais, o que é graffiti. Serralves contratou um artista que não sabe o que é graffiti para fazer uma intervenção que de graffiti não tem nada.
O que Serralves fez foi associar a palavra graffiti a uma barbaridade sem pés nem cabeça, revelando falta de inteligência, falta de bom senso e falta de bom gosto. O que Serralves fez foi desrespeitar o graffiti português, os seus praticantes e apoiantes e a sua rica história.
Sejam pseudo-intelectuais e defendam os vossos rasgos freaks do meio artístico. Mas chamem as coisas pelos nomes. Isto não é graffiti!








